Suspeito foi preso em flagrante; polícia apreendeu medicamentos, veículos e cerca de R$ 69 mil em dinheiro
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Agonista com o objetivo de combater a venda ilegal de canetas emagrecedoras e crimes de lavagem de dinheiro na Grande Ilha. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem investigado por liderar o esquema.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis localizados nos bairros Cohajap, em São Luís, e Araçagi, em São José de Ribamar.
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| Material apreendido durante Operação Agonista visando combate a venda ilegal de canetas emagrecedoras e crimes de lavagem de dinheiro. Foto: Polícia Civil |
Venda irregular de canetas emagrecedoras
De acordo com as investigações do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC), o suspeito comercializava canetas emagrecedoras sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (Vídeo abaixo)
Entre os produtos vendidos estavam substâncias como tirzepatida e retatrutida. No Brasil, apenas o medicamento Mounjaro, do laboratório Eli Lilly, possui autorização para comercialização, ainda com restrições ao ambiente farmacêutico. A retatrutida não possui aprovação da agência reguladora.
Materiais e substâncias apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam ampolas e canetas contendo as substâncias, além de materiais utilizados na manipulação, armazenamento e fracionamento dos produtos, como seringas e recipientes térmicos.
Indícios de lavagem de dinheiro
As investigações também apontaram indícios de lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, o suspeito mantinha uma empresa de comercialização de vinhos registrada em 2024, mas sem movimentação fiscal ou comprovação de atividade real.
Em um dos endereços, foi encontrado um depósito com centenas de garrafas de vinhos de origem argentina sem documentação que comprovasse a procedência.
Bens e valores apreendidos
Além dos medicamentos, foram apreendidos três veículos, uma motoaquática e cerca de R$ 69 mil em dinheiro em espécie. De acordo com a polícia, os valores podem ter origem nas atividades ilícitas investigadas.
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Prisão e autuação
O investigado foi autuado em flagrante pelos crimes de comercialização ilegal de produto medicinal e lavagem de dinheiro, permanecendo à disposição da Justiça.
A operação contou com o apoio de equipes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), incluindo unidades especializadas em operações táticas, roubo de cargas e crimes contra instituições financeiras.

