Image7

Publicidade

STF forma maioria para condenar Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa por corrupção passiva

Ministros acompanharam voto do relator Cristiano Zanin, que apontou cobrança de propina em emendas destinadas à saúde em São José de Ribamar

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta terça-feira (17) para condenar os deputados Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho, Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil, e o ex-deputado João Bosco da Costa, no julgamento da Ação Penal nº 2670.

Os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator Cristiano Zanin, consolidando maioria no colegiado para condenação dos réus por corrupção passiva.

URGENTE: STF forma maioria para condenar Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa por corrupção passiva - CTP News
Pastor Gil, Josimar Maranhãozinho e Bosco Costa. Foto: Câmara dos Deputados.


Maioria pela condenação

No voto, o relator entendeu que houve solicitação de vantagem indevida em troca da liberação de emendas parlamentares, configurando o crime de corrupção passiva.

Apesar disso, Cristiano Zanin afastou a acusação de organização criminosa por considerar que não há provas suficientes para sustentar essa imputação.

Com os votos já proferidos, a maioria da Primeira Turma seguiu o entendimento do relator quanto à condenação dos principais acusados.

Entenda o caso

A ação penal trata de um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas a projetos de saúde pública no município de São José de Ribamar.

Segundo a acusação, os deputados teriam solicitado cerca de R$ 1,6 milhão em propina ao então prefeito José Eudes Sampaio Nunes para viabilizar a liberação dos recursos.

O caso teve início após denúncia apresentada pelo ex-prefeito, que relatou a cobrança e negou participação em qualquer negociação irregular.

LEIA TAMBÉM:

{getCard} $type={post}

{getCard} $type={post}

Outros réus no processo

Ao todo, oito pessoas respondem à ação penal. Além dos três parlamentares, também são réus Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.

Entre eles, Thalles Andrade Costa foi o único totalmente absolvido até o momento. Ele respondia apenas pela acusação de participação em organização criminosa, mas o relator considerou que não há provas suficientes e votou por sua absolvição.

Julgamento ainda não foi concluído

Apesar da formação de maioria, o julgamento ainda não foi encerrado. Falta o voto do presidente da Primeira Turma, o ministro Flávio Dino, para a conclusão da análise do caso.

Após a definição final do colegiado, ainda caberá aos ministros estabelecer as penas a serem aplicadas aos réus condenados.

Postagem Anterior Próxima Postagem