Evento organizado pela União das Comunidades em Luta reuniu comunidades da região e representantes políticos e de entidades
Moradores de Carutapera e de municípios do vale do Rio Gurupi participaram, no último sábado (14), de uma assembleia popular organizada pela União das Comunidades em Luta (UCL). O encontro teve como objetivo discutir temas relacionados ao território, denúncias de grilagem de terras e possíveis impactos de atividades de mineração na região.
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| Manifestação nas ruas do centro de Carutapera, contra mineração. Foto: CTP News |
A programação começou com a realização da assembleia, que reuniu representantes de comunidades rurais, pescadores, trabalhadores e moradores de diferentes localidades do município e de cidades vizinhas.
Participação de autoridades e representantes de entidades
O evento contou com a presença de autoridades locais e representantes de entidades. Entre os participantes estiveram os vereadores Zezinho do Comércio, Dr. Cheleleu e Geremias Guerra, que falaram aos presentes sobre a atuação da Câmara Municipal em temas relacionados aos direitos de camponeses e comunidades da região.
Durante o encontro, o vereador Geremias Guerra destacou a importância da mobilização. “Prova de união, temos que andar juntos”, afirmou ao comentar a participação das comunidades no evento.
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| Vereador Dr. Cheleleu durante falas em Assembleia em defesa do Vale Rio Gurupi. Fotos: CTP News |
Também participaram da assembleia a secretária adjunta dos Direitos dos Povos Indígenas, Rosilene Guajajara, além de representantes de sindicatos como o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sintep) e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Sintraps).
Caminhada pelas ruas do centro
Após o encerramento da assembleia, os participantes realizaram uma caminhada pelas ruas do centro de Carutapera. O percurso seguiu até a Praça Padre Augusto Mozett, onde ocorreu o encerramento da mobilização.
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| Ato simbólico na praça Padre Augusto Mozett. Foto: CTP News |
Durante o trajeto, manifestantes entoaram palavras de ordem relacionadas às pautas discutidas no encontro.
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Ato simbólico marcou encerramento
Na praça, os participantes realizaram um ato simbólico que incluiu a queima de uma bandeira dos Estados Unidos. Segundo manifestantes presentes, o gesto foi realizado como forma de protesto contra o que classificaram como “imperialismo” e práticas de exploração de recursos naturais em territórios considerados estratégicos.
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| Assembleia realizada no sábado (14), no ginásio da escola Moacir Heráclito em Carutapera. Foto: CTP News |
Os participantes afirmaram que o ato representava uma crítica à exploração por empresas internacionais, das riquezas naturais sem retorno econômico ou social para as comunidades locais “levam a riqueza e deixam a pobreza”.





