Evento reúne mais de 15 grupos de bumba meu boi neste sábado (25) e destaca a trajetória do Boi de Carutapera e da folclorista Therezinha Jansen
O Largo da Antiga Barrigudeira, no bairro Monte Castelo, em São Luís, recebe neste sábado (25), a partir das 19h, a 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba. O evento reúne grupos tradicionais do bumba meu boi maranhense e, neste ano, presta homenagem ao Boi de Carutapera, fundado em 1965, e à folclorista Therezinha Jansen.
A programação contará com apresentações de mais de 15 grupos de diferentes municípios do Maranhão, celebrando um dos sotaques mais antigos da manifestação cultural.
Boi de Carutapera é homenageado na edição de 2026
A edição deste ano destaca a trajetória do Boi de Carutapera, grupo criado em 1965 e reconhecido como uma das referências do sotaque de zabumba no estado.
Outra homenageada é a folclorista Therezinha Jansen, falecida em 2008. Ela foi a primeira mulher a dirigir um grupo de bumba meu boi no Maranhão, conduzindo o Boi da Fé em Deus e o Tambor de Crioula Amor de São Benedito, ambos sediados na capital maranhense.
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| Festival de Boi de Zabumba homenageia Boi de Carutapera na 31ª edição em São Luís. Foto: Reprodução/ 31º Festival de Zabumba |
Festival reúne grupos tradicionais do Maranhão
A expectativa da organização é reunir mais de 15 grupos de bumba meu boi durante a programação. Entre as atrações confirmadas estão o Boi Brilho de São João Liberdade 2, anfitrião do festival, além dos bois da Fé em Deus, da Liberdade, de Guimarães, de Dona Zeca e Orgulho de Pinheiro.
O festival é realizado anualmente com o objetivo de preservar e valorizar o sotaque de zabumba, considerado uma das mais antigas expressões do bumba meu boi maranhense.
Programação
- 19h00 – Cacuriá Rabo de Saia
- 19h30 – Cacuriá Assacana
- 20h30 – Boi de Carutapera
- 21h00 – Momento das Homenagens
- 21h30 – Boi Brilho de São João Liberdade 2
- 22h10 – Boi Anjo dos Meus Sonhos
- 22h50 – Boi Capricho de Oliveira
Sotaque de zabumba preserva tradições centenárias
O sotaque de zabumba surgiu nas fazendas e senzalas da região da Baixada Maranhense ainda no século XVIII e é considerado a manifestação mais antiga ligada ao bumba meu boi no Maranhão.
Com o passar do tempo, a tradição deu origem a diferentes estilos de brincar o boi, conhecidos como sotaques. Entre os mais reconhecidos estão os de zabumba, matraca, baixada, costa de mão e orquestra.
Segundo o livro Bumba Meu Boi no Maranhão, do autor Américo Azevedo Neto, o sotaque de zabumba preserva elementos tradicionais como a comédia, os personagens, os cantos, as danças e o modo artesanal de fabricação dos instrumentos. As zabumbas são produzidas manualmente em madeira, seguindo técnicas tradicionais, enquanto os pandeiros são confeccionados com madeira de jenipapo e revestidos com couro. As apresentações contam com personagens como amo, indígenas, rajados, vaqueiros, palhaços, Pai Francisco, Catirina e o próprio boi.
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Em 2016, o Festival de Boi de Zabumba recebeu o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro.
O bumba meu boi do Maranhão foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011, no Livro das Celebrações. Em 2019, a manifestação também passou a integrar a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, concedida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Atualizado em: 25.07.2026 18h33
