VÍDEO: Comunidade Pedra Rica relata novas ameaças durante conflito por terras em Carutapera

Vídeo divulgado pela UCL mostra homem armado ameaçando moradores após eles mencionarem decisão judicial relacionada à área na zona rural de Carutapera 

A comunidade Pedra Rica, localizada no município de Carutapera, voltou a relatar ameaças relacionadas a um conflito pela posse e regularização de terras. Segundo a União das Comunidades em Luta (UCL), homens armados que se apresentam como “funcionários” ou representantes de supostos grileiros da Fazenda Nazaré estiveram novamente na comunidade no último domingo (6) e teriam intimidado camponeses.

Em um vídeo divulgado pela UCL e que será publicado pelo CTP News, um homem armado aparece discutindo com moradores que mencionam uma decisão judicial relacionada à comunidade. (Vídeo abaixo).

Durante a gravação, ele faz uma ameaça e diz: “Não vem com essa história, se não te dou um tiro com essa desgraça”.

De acordo com a entidade, a comunidade possui uma decisão judicial favorável obtida há mais de um ano, relacionada aos direitos dos moradores diante das disputas fundiárias e das ameaças relatadas. A UCL afirma que, apesar da decisão, pessoas apontadas como representantes dos grileiros continuam retornando às comunidades.

Comunidade Novo Paraíso recebendo mapas de sua terra em 2023. Fotos: Arquivo/União das Comunidades em Luta
Comunidade Novo Paraíso recebendo mapas de suas terras em 2023. Fotos: Reprodução/União das Comunidades em Luta


Comunidade afirma que moradores foram impedidos de trabalhar

No relato divulgado pela UCL, as ameaças teriam afetado moradores que trabalham e produzem na comunidade. A entidade afirma que pais e mães de família teriam sido impedidos de exercer atividades destinadas ao sustento de suas famílias.

Povoado Maracacoeira recebendo mapas de suas terras. Foto: Reprodução/União das Comunidades em Luta
Povoado Maracacoeira recebendo mapas de suas terras. Foto: Reprodução/União das Comunidades em Luta

A UCL classifica a situação como uma tentativa de intimidação e afirma que os responsáveis estariam buscando impor pela força uma situação que não teria sido obtida por meios legais. As acusações constam no documento divulgado pela organização e não são acompanhadas, no material analisado, de manifestação dos apontados como responsáveis.

Histórico de conflitos

A União das Comunidades em Luta afirma em nota que os moradores enfrentam episódios de intimidação há vários anos. No documento, a entidade menciona denúncias de fraudes em cartórios, ações de pistolagem, incêndios contra casas e uma suposta tentativa de assassinato envolvendo crianças.


Essas ocorrências são apresentadas pela UCL como parte do histórico de conflitos envolvendo comunidades da região e pessoas que a entidade identifica como grileiros da Fazenda Nazaré. 

LEIA TAMBÉM:

{getCard} $type={post}

{getCard} $type={post}

Outras comunidades avançam na regularização

A entidade também afirma que outras comunidades afetadas pelas disputas fundiárias avançaram nos processos de regularização.

Segundo a UCL, as comunidades Açutíua e Novo Paraíso já possuem titulação. O documento também cita Timbotiua, onde moradores e outros posseiros estariam avançando nos processos de titulação.

Visita do Ministério Público, e do Promotor Agrário do Estado, na comunidade Timbotíua. Foto: Reprodução/União das Comunidades em Luta
Visita do Ministério Público, e do Promotor Agrário do Estado, na comunidade Timbotíua. Foto: Reprodução/União das Comunidades em Luta

Ainda de acordo com a organização, a Defensoria Pública do Estado do Maranhão esteve no povoado Timbotiíua em 2026 para acompanhar a situação e o processo de regularização fundiária. A UCL também afirma que os responsáveis por uma ação contra a comunidade Maracacoeira teriam desistido do processo.

NÃO ABAIXAMOS NOSSAS CABEÇAS DIANTE DE VELHAS E PODRES

AMEAÇAS!

FORA PAU-MANDADOS DE GRILEIROS! AS TERRAS DO PEDRA RICA

SÃO DO POVO!

ABAIXO A GRILAGEM DA FAZENDA NAZARÉ!

TODO APOIO À COMUNIDADE PEDRA RICA!

A TERRA É DE QUEM NELA VIVE E TRABALHA!

União das Comunidades em Luta - UCL. Diz em nota.

A entidade encerra o documento reafirmando apoio à comunidade Pedra Rica e defendendo a permanência dos moradores nas terras onde vivem e trabalham. 

Postagem Anterior Próxima Postagem