Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva em Carutapera por violência doméstica contra mulher

Decisão da justiça aponta risco à vítima e destaca comportamento reiterado do investigado

A Delegacia de Polícia Civil de Carutapera informou que cumpriu, nesta segunda-feira (4), um mandado de prisão preventiva contra o acusado identificado pelas iniciais  A. O. D. C. A ordem judicial foi expedida após investigações que apontam o envolvimento do suspeito nos crimes de ameaça e lesão corporal, no contexto de violência doméstica.

Segundo a Polícia Civil, o preso permanece à disposição do Poder Judiciário e será encaminhado ao sistema prisional.

Decisão aponta descumprimento de medidas protetivas

De acordo com a decisão judicial, há indícios de autoria e materialidade dos crimes, além de risco à integridade da vítima.

O investigado já havia sido submetido a medidas protetivas que proibiam aproximação e contato com a vítima, familiares e testemunhas, mas teria descumprido as determinações.

Relatos indicam que, após a saída de uma oficial de Justiça, o suspeito voltou a ameaçar a vítimas e que poderia fazer algo contra ela.

“por causa dessa medida ia custar caro para ela, que ia dar um fim nela”.
Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva em Carutapera por violência doméstica contra mulher
Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva em Carutapera por violência doméstica contra mulher. Foto: Reprodução/Polícia Civil 


Justiça destaca comportamento e risco de novos crimes

Na decisão, a justiça destacou o comportamento do investigado ao justificar a necessidade da prisão preventiva.

“Insta destacar que o comportamento obsessivo do requerido, evidenciado em procurar manter contato e ameaçar a requerente, tem demonstrado que o mesmo está obstinado a descumprir as medidas protetivas até a concretização de mal mais grave, visto que o requerido a está ameaçando e agredindo.”

O documento também ressalta a gravidade das condutas e o risco contínuo à vítima.

“Desta forma, verifica-se, da gravidade concreta das condutas acima descritas, que a prisão preventiva do requerido, por sua periculosidade e obstinação, é a única medida capaz de evitar que este venha a atentar contra a integridade física, psicológica, moral e material de sua ex-companheira.”

Relatos de agressão e medidas consideradas insuficientes

O processo também descreve um episódio de agressão física ocorrido em dezembro de 2025, quando o investigado teria sufocado a vítima ao segurar seu pescoço e pressionar a clavícula com força.

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Para a Justiça, medidas cautelares alternativas não seriam suficientes, já que o investigado continuou a descumprir ordens judiciais e a colocar a vítima em risco.

Além da prisão, foram determinadas diligências como a coleta de laudos médicos e a oitiva de testemunhas.

A Polícia Civil reiterou o compromisso com o combate à violência doméstica e a proteção das vítimas.


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