Caso Rosana: um mês após feminicídio em Carutapera, caso segue sem respostas

Vítima foi localizada na noite de 30 de novembro; Polícia Civil investiga o caso como feminicídio ocorrido na noite anterior

Nesta terça-feira (30), completa um mês desde que o corpo de Rosana Silva Costa de Oliveira foi encontrado, dentro da própria residência, no bairro Perpétuo Socorro, em Carutapera. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, com indícios de que o crime tenha ocorrido na noite do sábado anterior, dia 29 de novembro.

Rosana Silva e cartazes após ato realizado pela Secretaria da Mulher em Carutapera. Fotos: Redes Sociais e CTP News
Rosana Silva e cartazes após ato realizado pela Secretaria da Mulher em Carutapera. Fotos: Redes Sociais e CTP News

De acordo com o relatório policial, o corpo da vítima apresentava hematomas e sinais de espancamento, indicando morte violenta. Rosana já se encontrava em estado avançado de putrefação no momento em que foi localizada.

Próximo ao cadáver, foram encontrados um tijolo e um fio elétrico, considerados possíveis instrumentos utilizados no crime. Familiares informaram que não houve sinais de arrombamento nem furto na residência.

Ex-companheiro é apontado como principal suspeito

A principal linha de investigação aponta o ex-companheiro da vítima como autor do crime. Uma testemunha afirmou ter visto o homem entrando na residência na noite do sábado, por volta das 19h. Após esse horário, Rosana não foi mais vista com vida.

O relatório confirma ainda que a vítima possuía Medida Protetiva de Urgência contra o suspeito, o que reforça o enquadramento do caso como feminicídio.

Imagem do cartaz da PM com aviso de procurado e número para denúncias sobre o suspeito de feminicídio Ezequias de Oliveira Cardoso. Foto: Divulgação/Polícia Militar
Imagem do cartaz da PM com aviso de procurado e número para denúncias sobre o suspeito de feminicídio Ezequias de Oliveira Cardoso. Foto: Divulgação/Polícia Militar

Com base nas informações reunidas nos primeiros dias da investigação, a Justiça expediu mandado de prisão contra o suspeito em 1º de dezembro. Desde então, ele segue foragido.

As forças de segurança realizaram buscas, mas não obtiveram êxito na localização do investigado até o momento.

Polícia Civil afirma que investigações estão avançadas

Em entrevista à Rádio Mirante News FM ainda no início de dezembro, o delegado Ricardo Aragão, superintendente da Polícia Civil do Interior, afirmou que o caso exige uma resposta imediata, dada a gravidade do crime e o impacto causado em Carutapera.

Segundo o delegado, as investigações estariam “bastante avançadas” e indicam que o suspeito fugiu logo após o crime, com indícios de que esteja no estado do Pará. Desde essa declaração, não houve novas atualizações oficiais.

Suspeito segue foragido

A Polícia Militar divulgou um cartaz de procurado com a identificação de Ezequias de Oliveira Cardoso, apontado como principal suspeito do feminicídio. O material segue circulando e o homem permanece foragido.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia (98) 97014-5949.

Caso mobilizou atos públicos e redes sociais

A morte de Rosana Silva gerou forte comoção em Carutapera, resultando em atos públicos, como uma caminhada pelas ruas da cidade, organizada pela Secretaria Municipal da Mulher, em pedido de justiça e no combate ao feminicídio.

Nas redes sociais, moradores seguem utilizando a hashtag #JustiçaPorRosana, cobrando respostas das autoridades e reforçando a luta pelo fim da violência contra a mulher.

Homenagem na abertura dos jogos internos do Centro Dr Tarquínio, para Rosana Silva vítima de feminicidio em Carutapera. Foto: CTP News
Homenagem na abertura dos jogos internos do Centro Dr Tarquínio, para Rosana Silva vítima de feminicidio em Carutapera. Foto: CTP News


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O caso

Rosana Silva foi encontrada morta na noite de 30 de novembro, dentro da própria residência, no bairro Perpétuo Socorro, em Carutapera. A Polícia Militar, a Guarda Municipal e o SAMU estiveram no local da ocorrência.

As investigações apontam que a morte ocorreu na noite do sábado anterior. O principal suspeito foi identificado ainda nos primeiros dias, teve mandado de prisão expedido em 1º de dezembro, mas segue foragido.

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