Alunos da Uema participam de aula de campo sobre religiões de matriz africana em Carutapera

Atividade do Programa Ensinar/Uema promoveu estudo sobre tradições afro-brasileiras e fortalece o respeito à diversidade religiosa

Alunos do curso de Pedagogia do Polo Carutapera, do Programa Ensinar/Uema, participaram no último dia 9 de novembro de uma aula de campo da disciplina História e Cultura Afro-Brasileira, ministrada pela professora Sherlene Regea Araujo Farias. A atividade teve como tema “As religiões de matriz africana no berço da cultura de Carutapera” e foi realizada nos terreiros da mãe de santo Ivana e do pai de santo Pajezinho.

Encontro de alunos da Uema em aula de campo nos terreiros de Carutapera
Encontro de alunos da Uema em aula de campo nos terreiros de Carutapera. Foto: via Paula Lima/Programa Ensinar

Objetivo da atividade

A ação buscou reconhecer, valorizar e compreender a presença das religiões de matriz africana na formação histórica, social e identitária de Carutapera. A proposta também incluiu combater preconceitos e incentivar o respeito à diversidade religiosa.

Dinâmicas realizadas pelos alunos

Durante a visita, os estudantes participaram de rodas de conversa, apresentações culturais, análise de vídeos e ouviram relatos sobre tradições afro-brasileiras presentes no município.
A turma também desenvolveu pesquisas sobre práticas religiosas locais, entrevistou moradores e montou painéis temáticos com elementos simbólicos, como instrumentos, músicas, narrativas e manifestações culturais.

Apresentação de elementos culturais e simbólicos da Umbanda, em Carutapera
Apresentação de elementos culturais e simbólicos da Umbanda. Foto: via Paula Lima/Programa Ensinar

Fundamentos apresentados nos terreiros

A vivência proporcionou o contato direto com aspectos essenciais das tradições de matriz africana, incluindo:

  • crença nos Orixás;
  • atuação dos guias espirituais;
  • papel da caridade como princípio moral.

O encontro incentivou o diálogo entre comunidade e universidade, permitindo que os alunos tirassem dúvidas, compartilhassem percepções e refletissem sobre religiosidade e identidade.

Depoimentos sobre a experiência

A professora Sherlene destacou a relevância da aula de campo para a formação acadêmica. Segundo ela, a atividade contribui para que os estudantes compreendam a importância histórica e cultural dessas tradições e fortaleçam uma educação baseada em respeito e inclusão.

 “Este momento é fundamental para que nossos estudantes compreendam que as religiões de matriz africana fazem parte da nossa história e da formação cultural do povo de Carutapera. Valorizar essas tradições é reconhecer a resistência, o saber ancestral e a contribuição do povo negro para nossa identidade. Trabalhos como este ajudam a combater o preconceito e promovem uma educação verdadeiramente inclusiva, baseada no respeito e na diversidade”, disse.

Alunos da Uema participam de aula de campo sobre religiões de matriz africana em Carutapera
Alunos da Uema reunidos em espaço religioso tradicional de Carutapera durante estudo sobre história e cultura afro-brasileira. Foto: via Paula Lima/Programa Ensinar 


A estudante Ana Claudia afirmou que a experiência permitiu conhecer com mais profundidade a Umbanda local, destacando a visita ao Tenda São Jorge, de José Jordelino Pajezinho, e ao terreiro do Caboclo Pena Verde, de Ivana Quadros Viana. Para ela, a atividade ajudou a desfazer estereótipos e ampliar o entendimento sobre o caráter sincrético da religião.

“A aula contribuiu para desfazer estereótipos, ampliar o olhar sobre a riqueza cultural do município e reforçar a importância de tratar o tema com sensibilidade e responsabilidade. Fortalece a identidade cultural de Carutapera.”, contou Ana Cláudia estudante de Pedagogia.

Contribuição para a identidade cultural de Carutapera

Ao aproximar os estudantes das práticas religiosas presentes na comunidade, a atividade reforçou a valorização dos saberes ancestrais e o entendimento da diversidade cultural do município.
A aula de campo também fortaleceu a relação entre universidade e comunidade ao promover uma formação plural e sensível às tradições afro-brasileiras.

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