Ação da Força-Tarefa Previdenciária cumpriu mandados de busca em São Luís e investiga suposto esquema envolvendo escritório de advocacia e intermediários na obtenção irregular do benefício
A Força-Tarefa Previdenciária no Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Fake Fisher para investigar um suposto esquema de fraudes contra o sistema previdenciário relacionado à concessão do Seguro Defeso. A ação foi realizada pela Polícia Federal, com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada ao Ministério da Previdência Social.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de atuar na obtenção irregular do benefício destinado a pescadores artesanais profissionais durante o período de defeso, quando a atividade pesqueira é temporariamente suspensa para garantir a reprodução das espécies.
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| Documentos apreendidos pela Polícia Federal em operação nesta terça-feira (7), em São Luís. Ilustração/Embarcações de pesca ancoradas em região portuária. Fotos: Divulgação/Polícia Federal; CTP News |
Investigação é desdobramento de operação realizada em 2023
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Fake Fisher é um desdobramento da Operação Fake ID, deflagrada em 2023. A nova fase da investigação reúne indícios de fraude em requerimentos do Seguro Defeso apresentados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As apurações apontam que um escritório de advocacia e agenciadores ou intermediários teriam integrado um esquema voltado à captação de beneficiários em larga escala. Conforme a investigação, essas pessoas seriam orientadas a simular vínculos com a atividade pesqueira para obter acesso ao benefício previdenciário.
Mandados foram cumpridos em São Luís
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios profissionais dos investigados, na cidade de São Luís.
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| Agentes Federais durante buscas pela Operação Fake Fisher em São Luís. Foto: Divulgação/Polícia Federal |
Ao todo, 18 policiais federais participaram da ação. As diligências ocorreram com o acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme previsto para medidas envolvendo escritórios de advocacia.
Prejuízo estimado supera R$ 3,7 milhões
Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, as investigações identificaram, até o momento, 552 benefícios supostamente concedidos de forma irregular.
O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 3,7 milhões.
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Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão do suposto esquema.

