Programação do Mês da Infância Protegida reuniu estudantes, adolescentes do NUCA e representantes da rede de proteção no fórum da comarca
Em alusão ao “Mês da Infância Protegida”, a Vara Única da Comarca de Carutapera realizou, na última terça-feira (5), mais uma edição do projeto “Conhecendo o Judiciário”. A ação reuniu 42 alunos da Escola Doralice Dourado no Fórum de Justiça, onde foram recebidos pela juíza Jéssica Gomes Dias.
A iniciativa integra as atividades do Poder Judiciário voltadas à conscientização e à proteção integral de crianças e adolescentes. Durante a programação, os estudantes conheceram as instalações do fórum e receberam informações sobre o funcionamento do Judiciário.
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| Projeto “Conhecendo o Judiciário” promove ações de proteção para crianças e adolescentes em Carutapera. Foto: Divulgação/TJMA |
Oficinas abordaram proteção infantil e prevenção de abusos
Participaram da atividade representantes do Conselho Tutelar de Carutapera, professores e direção da escola, além da juíza titular da Comarca de Cândido Mendes, Luana Santana.
Após a visita ao fórum, os alunos foram divididos em oficinas conduzidas pelo Conselho Tutelar. Durante os encontros, foram abordados temas relacionados à proteção de crianças e adolescentes, incluindo orientações sobre identificação de abusos sexuais, formas de denúncia e canais de apoio.
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| Ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. Carutapera (MA), 05.05.2026. Foto: Divulgação/TJMA |
Juíza conversou com adolescentes do NUCA
A programação também contou com uma conversa entre a juíza Jéssica Gomes Dias e adolescentes integrantes do Núcleo de Cidadania de Adolescentes de Carutapera (NUCA). O grupo é formado por jovens entre 12 e 18 anos e atua em debates e ações ligadas à cidadania, educação, saúde e meio ambiente no município.
O NUCA faz parte das iniciativas do Selo UNICEF voltadas ao fortalecimento do protagonismo juvenil. A magistrada atua como madrinha do núcleo.
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| Juíza Jéssica Gomes, servidores e alunos no Fórum da Comarca de Carutapera. Foto: Divulgação/TJMA |
Profissionais convidados falaram sobre carreiras
Durante o evento, os estudantes também participaram de conversas com profissionais convidados. Uma engenheira elétrica e um programador de software apresentaram informações sobre suas áreas de atuação e experiências profissionais.
No encerramento da programação, foi realizada uma encenação sobre questões raciais e preconceito. A atividade incluiu uma audiência simulada sobre um caso de racismo, na qual as crianças participaram como testemunhas.
Mês da Infância Protegida é promovido pelo CNJ
Instituído pelo Conselho Nacional de Justiça, o “Mês da Infância Protegida” será realizado anualmente ao longo de maio. A proposta é reunir tribunais e instituições da rede de proteção em ações voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
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Entre as medidas previstas pela iniciativa estão mutirões de depoimentos especiais, priorização da tramitação de processos envolvendo vítimas infantojuvenis e campanhas educativas e de conscientização.
Segundo o CNJ, a expectativa é reduzir o acúmulo de processos e fortalecer a articulação entre o Poder Judiciário e os órgãos da rede de proteção à infância e adolescência.
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