Operação Espelho Turvo combateu fraudes digitais em Imperatriz; policiais de Carutapera participaram da ação

Ação integrada das polícias civis investiga organização que teria causado prejuízo superior a R$ 20 milhões a vítimas em diferentes regiões do país

Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (29), equipes das Polícias Civis do Maranhão e de Minas Gerais deflagraram uma operação no município de Imperatriz com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por estelionato digital e lavagem de dinheiro.

Batizada de Operação Espelho Turvo, a ação ocorreu simultaneamente em seis estados: Maranhão, Minas Gerais, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de bens e ativos financeiros.

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Operação Espelho Turvo cumpre mandados em seis estados e mira grupo suspeito de fraudes digitais. Foto: Reprodução/Polícia Civil 

Prisões e flagrante em Imperatriz

No Maranhão, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, todos na cidade de Imperatriz. Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foi registrado um auto de prisão em flagrante por tráfico de drogas.

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Operação Espelho Turvo combateu fraudes digitais em Imperatriz; policiais de Carutapera participaram da ação. Fotos: Reprodução/Polícia Civil 

Esquema envolvia sites falsos e pagamentos via PIX

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada e utilizava mecanismos sofisticados para aplicar fraudes eletrônicas. A organização é suspeita de causar prejuízos superiores a R$ 20 milhões, com cerca de 1.200 vítimas, principalmente no estado de Minas Gerais, desde janeiro de 2024.

As apurações, coordenadas pelo CIBERLAB da Polícia Civil mineira, identificaram a criação de sites fraudulentos que simulavam páginas oficiais de órgãos públicos, como o Detran de Minas Gerais e a Secretaria de Estado da Fazenda. Por meio dessas plataformas, as vítimas eram induzidas a realizar pagamentos de tributos, especialmente IPVA, via PIX, com os valores sendo desviados para contas controladas pelo grupo.

Lavagem de dinheiro e empresas de fachada

Ainda segundo a investigação, a organização utilizava uma rede de empresas de fachada e contas bancárias de passagem para ocultar os recursos obtidos ilegalmente. Pelo menos 20 empresas foram identificadas no esquema, incluindo uma denominada “Central de Recebimento Virtual Ltda.”.

As análises financeiras apontam para uma estrutura complexa, criada para dificultar o rastreamento dos valores movimentados.

Ação integrada e apoio de forças de segurança

A operação foi coordenada pelo Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais, com participação do Departamento de Combate ao Crime Organizado da SEIC, além do apoio de equipes da DENARC e do DHPP de Imperatriz, Superintendência de Polícia Civil do Interior, Guarda Municipal de Imperatriz, Polícia Militar do Maranhão, Centro Tático Aéreo e Instituto de Criminalística.

Policiais e o delegado Samuel Lira, da Delegacia de Carutapera, também participaram da ação.

Operação Espelho Turvo em Imperatriz; policiais de Carutapera participam da ação. Foto: Reprodução/Delegacia de Carutapera - CTP News
Operação Espelho Turvo em Imperatriz; policiais de Carutapera participam da ação. Foto: Reprodução/Delegacia de Carutapera

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A Operação Espelho Turvo segundo a Polícia Civil integra o cronograma da Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação integrada das Polícias Civis em todo o país e ampliar a eficiência no combate às organizações criminosas.


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