Denúncia encaminhada aponta que estudantes teriam sido orientados a votar em candidatos e a buscar um “agrado” em residência
Uma denúncia encaminhada à redação da CTP News aponta uma suposta abordagem de cunho eleitoral dentro do Centro de Ensino Benedita Jorge, em Godofredo Viana, no interior do Maranhão. Um áudio, apresentado como tendo sido gravado no ambiente escolar, registra uma mulher identificada na denúncia como a vereadora Carmen Borges conversando com alunos sobre as eleições de 2026.
No conteúdo que tivemos acesso, é possível ouvir a mulher mencionando os candidatos Josimar Júnior, que disputa uma vaga de deputado estadual, e Fabiana Vilar, candidata a deputada federal pelo Partido Liberal (PL).
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| Áudio atribuído a vereadora de Godofredo Viana relata pedido de votos a alunos dentro de escola. Foto: Reprodução/Google Earth |
Áudio menciona encontro na residência
Segundo o relato, durante a conversa a mulher teria pedido apoio aos candidatos e mencionado a entrega de um “agrado” aos estudantes, quando eles interrogar se ganhariam algo pelo voto.
Em determinado momento do áudio, um dos alunos faz referência a um encontro na residência da mulher no sábado, às 19h. Também é possível ouvir no áudio quando menciona a entrega de santinho e do agrado, também no áudio relaciona os candidatos à promessa da entrega da quadra poliesportiva para escola. Abaixo segue dois trecho do áudio em sequência.
O que diz a legislação eleitoral
A Lei nº 9.504/1997 estabelece que constitui captação ilícita de sufrágio oferecer, prometer ou entregar ao eleitor bem ou vantagem pessoal com a finalidade de obter seu voto. A legislação prevê, nesses casos, entre outras consequências, multa e possibilidade de cassação do registro ou diploma, caso a conduta seja comprovada.
A legislação eleitoral também proíbe agentes públicos de ceder ou utilizar bens públicos em benefício de candidatos e estabelece outras condutas vedadas durante o período eleitoral.
A eventual configuração de crime eleitoral, captação ilícita de sufrágio ou outra irregularidade, porém, depende da análise das circunstâncias, das provas e da manifestação das autoridades competentes.
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Denúncia deve ser apurada
Segundo informações repassadas à reportagem, uma denúncia estaria sendo encaminhada ao Ministério Público para que o conteúdo do áudio e as circunstâncias relatadas sejam analisados.
Até a publicação desta matéria, não conseguimos contato com os envolvidos no caso.
O espaço permanece aberto para manifestação dos envolvidos e será atualizado caso sejam apresentadas novas informações ou esclarecimentos sobre o caso.
Atualizado em 02.09.2026 15h22
